Pesquisa médica: básica translacional e-clínica

Pesquisa básica, clínica e translacional: qual a diferença?

Publicado em 30/06/2021. Atualizado em 30/06/2021 4:07:42

Pesquisa médica: básica translacional e-clínica

 

A pesquisa começa nos livros didáticos, vai para o laboratório, passa para os ensaios clínicos e depois atinge a população mais ampla. Nessa jornada, existem vertentes de especialização com muitos componentes diferentes de pesquisa médica. São elas: a pesquisa básica (laboratorial), clínica e translacional. Mas você sabe qual a diferença entre elas? Se ainda tem dúvidas, leia este artigo até o final e entenda de uma vez por todas o percurso da pesquisa médica e os diferentes conceitos.

Acompanhe! 

Um hiato entre o laboratório e os ensaios clínicos

 

A pesquisa tradicional correntemente divide a tarefa em dois grupos: um de pesquisa básica (ou laboratorial) e outro de pesquisa clínica onde, na maioria dos casos, não se permeia nenhuma articulação entre os dois, existindo um hiato permanente entre esses dois tipos de pesquisa

Já imaginou a pesquisa básica não ser bem aproveitada ou, na melhor das hipóteses, se dá de forma muito lenta ou pouco promissora para fins práticos? 

Para que isso não aconteça, a pesquisa translacional é primordial na continuidade do trabalho entre o laboratório e a clínica.

Antes de aprofundarmos sobre este conceito, vamos entender a diferença entre as pesquisas médicas. 

 

Pesquisa básica 

 

A pesquisa médica básica é fundamentalmente orientada pela curiosidade. Pense naquele momento em que uma maçã caiu na cabeça de Isaac Newton. Ele pensou consigo mesmo: ‘Por que isso aconteceu?’ E, então, tentou encontrar a resposta. Isso é pesquisa básica. No entanto, a geração de novos conhecimentos, como já foi dito por um grande cientista, Thomas Edison, a ciência depende de inspiração e muita transpiração. 

Na pesquisa básica não há preocupação de aplicação rápida do novo conhecimento e

geralmente é conduzida por cientistas em áreas ligadas à biologia, química, física e matemática. Sempre um conhecimento leva a outro. Por exemplo, os bioquímicos e geneticistas  estudam os principais blocos de construção da vida, como DNA, células, proteínas, moléculas etc, para responder a questões fundamentais sobre suas estruturas e como funcionam.

 Enquanto a pesquisa básica examina questões relacionadas ao funcionamento da natureza, a pesquisa translacional visa pegar o que foi aprendido na pesquisa básica e aplicá-lo no desenvolvimento de soluções para problemas médicos. 

 

Pesquisa translacional 

 

Não é prático nem seguro fazer a transição direta do estudo de células individuais para o teste em pacientes. A pesquisa translacional fornece esse ponto crucial. Ela preenche a lacuna entre a pesquisa básica e a clínica, reunindo vários especialistas para refinar e fazer avançar a aplicação de uma descoberta.

Por exemplo, digamos que um pesquisador básico tenha identificado um gene que parece um candidato promissor para terapia direcionada. Os pesquisadores translacionais então avaliariam milhares, senão milhões, de compostos potenciais para a combinação ideal que poderia ser desenvolvida em um medicamento para atingir o efeito desejado. Eles refinariam e testariam o composto em modelos intermediários, em modelos de laboratório e animais. Em seguida, eles analisariam os resultados dos testes para determinar a dosagem adequada, efeitos colaterais e outras considerações de segurança antes de passar para os primeiros ensaios clínicos em humanos.

É a complexa interação entre os diversos conhecimentos que permitem que haja a interação com os grupos de cientistas que podem aplicar os conhecimentos gerados. Este caminho entre os conhecimentos gerados na área básica e sua efetiva aplicação, é o que chamamos de pesquisa translacional de química, biologia, oncologia, bioestatística, genômica, farmacologia e outras especialidades que tornam esse estudo translacional um sucesso.

 

Pesquisa clínica 

 

A pesquisa clínica é toda aquela em que são usados seres humanos, estudo de secreções, líquidos e células ou tecidos. O ensaio clínico é um tipo de pesquisa clínica e visa o teste  de medicamento para a aplicação prática. Entre a geração do conhecimento, que é feito pela pesquisa básica até sua aplicação na resolução de problemas, há um grande hiato. Para facilitar e acelerar este processo surgiu a pesquisa translacional onde pesquisadores da área básica e da área clínica interagem para resolver um determinado problema.

Pesquisadores clínicos devem basear-se não apenas em seu treinamento médico, mas também em seu conhecimento de áreas correlatas, tais como, estatísticas, controles e conformidade regulatória, estudo de mecanismo de ação de droga, conhecimentos básicos da área em estudo. Desta forma, o oncologista necessita saber as bases bioquímica, genética e imunológica dos tumores para entender como os medicamentos em teste atuam. Isto permitiu a grande evolução da imunoterapia no tratamento de tumores com anticorpos monoclonais. Da mesma forma, os cientistas da área básica precisam entender os aspectos clínicos do tratamento para sugerir melhorias e adequações.

Agora que você sabe a diferença entre os tipos de pesquisas médicas, que tal conhecer o programa de mestrado e doutorado acadêmico da Santa Casa BH? 

 

Pesquisa Acadêmica na Santa Casa BH 

 

O Núcleo de Pós-Graduação e Pesquisa da Faculdade Santa Casa BH oferece os cursos de Mestrado Acadêmico e Doutorado nas áreas de concentração em medicina e biomedicina. O programa possui nota 4 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e é composto por experiente e renomado corpo docente, além de modernos laboratórios.

Nossos pesquisadores estão envolvidos em cooperações e parcerias com estudiosos do mundo todo. São grupos de pesquisa do Uruguai, Canadá, Estados Unidos, França e Inglaterra. 

Realizamos um seminário internacional virtual, com encontros semanais, com assistentes convidados de Moçambique, Espanha e Egito. Os  palestrantes são pesquisadores que atuam no exterior, tais como o Instituto Karolinska da Suécia e a Universidade Massachusetts (USA). A cada mês um palestrante internacional é convidado a abordar as diversas áreas da ciência.  

Somos pioneiros em Minas Gerais ao oferecer esta modalidade de pós-graduação stricto sensu dentro de um Hospital. Realizamos pesquisas translacionais em diferentes grupos e linhas, aberto a profissionais de várias áreas, como médico, biomédico, farmacêutico, biólogo, nutricionista, fisioterapeuta, enfermeiro, entre outros. 

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